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III Volume dos Cadernos Culturais Nabantinos dedicado aos Templários

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Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

Os Templários foram a temática escolhida para o Volume III dos Cadernos Culturais Nabantinos, cadernos lançados, no passado dia 1 de abril, no Moinho da Ordem, no Complexo Cultural da Levada, e que resultam das conferências proferidas no II Colóquio Internacional da Rota Templária Europeia – TREF, realizado entre 12 e 14 de outubro, em Tomar e Vila Nova da Barquinha, e subordinado ao Tema “Templários: da (re)conquista ao povoamento”.

Deu início à sessão de lançamento dos Cadernos Culturais Nabantinos, João Pinto Coelho, da Divisão de Turismo e Cultura da Câmara de Tomar, o qual destacou o trabalho desenvolvido pelo presidente do Comitê Científico Nacional da TREF, Ernesto Jana, na concretização dos Cadernos Culturais sobre a temática templária que carateriza Tomar. Recordou, no entanto, que “esta iniciativa não surge do nada. Estão aliás aqui pessoas que foram as mentoras, os potenciadores do Boletim Cultural de Tomar”, que antecedeu estes Cadernos Culturais, aos quais, segundo adiantou, “esta nova geração quer dar um cunho e dinâmica, não cortando com o passado, mas sim continuar a contribuir com conteúdos salientando o bom que já foi feito e o bom que se está a fazer”, disse.

Seguiu-se a intervenção de Ernesto Jana, presidente do Comitê Científico Nacional da TREF, o qual fez referência ao “muito trabalho que estes cadernos deram”, pois, o trabalho foi feito numa fase de pandemia e “houve dificuldade em contatar os autores e em relação à realização do Congresso ainda havia muito receio, o que fez com que faltasse um conjunto de pessoas que teria melhorado o conteúdo do que aqui está”, disse. Destacou, igualmente, Ernesto Jana, em primeiro lugar, o trabalho desenvolvido entre ele próprio e o professor Carlos Trincão. Um em Lisboa, outro em Tomar, conseguiram coordenar as coisas e fazer os contatos com os países europeus. E destacou também a parte gráfica dos Cadernos, “brilhantemente conseguida”, segundo o mesmo, por Alexandra Matias, do Gabinete de Comunicação da câmara.

Na sua intervenção, a presidente da Câmara Municipal de Tomar, Anabela Freitas, disse que o objetivo principal dos Cadernos Culturais é “abordar temáticas que fazem parte da nossa identidade e da nossa História, mas do ponto de vista científico. Fazemos reflexões sobre aquilo que é a nossa identidade e, sendo a temática templária algo que está no nosso ADN, era importante que tivéssemos um Caderno Cultural Nabantino sobre a mesma”, disse.

Avançou ainda que “para nós, município, a criação e integração na Rede Europeia Templária era importante e é este posicionamento que queremos, mas se não tivermos uma Rede Nacional dificilmente conseguimos ter uma Rede Internacional”, disse, adiantando que, já depois do Colóquio que ocorreu em Tomar em outubro, “foi dado um passo significativo ao nível do nosso país para a criação de uma Rede Nacional de Sítios Templários. Em conjunto com Vila Nova da Barquinha e Ferreira do Zêzere (concelhos do Médio Tejo com Sítios Templários) foi dado um passo importante para criação dessa Rede Nacional de Sítios Templários” (…).

Notícia completa na edição impressa de 7 de abril.

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