Depois da Primeira Saída de Coroas no Domingo de Páscoa, 9 de abril, realiza-se este domingo, dia 16 de abril, a segunda Saída de Coroas com o seguinte percurso:
10h00 – Igreja da Misericórdia – r. Infantaria 15 – Praça da República (missa) – r. Silva Magalhães – estrada de Leiria (até à casa velha junto à curva) – Cerrada de S. Gregório – Escadinhas de N.ª S.ª da Piedade – estrada do Prado – Arrascada (inverte) – av. Marquês de Tomar – r. do Camarão – r. Dr. Sousa – r. Sacadura Cabral – r. Gil Avô – r. Dr. Sousa – r. Alexandre Herculano – av. Marquês de Tomar – r. de S. João – Praça da República – r. do Pé da Costa de cima (escadas) – av. Vieira Guimarães – Turismo – r. do Pé da Costa de Baixo – r. Antero de Quental – trav. Antero de Quental – av. Cândido Madureira – Igreja da Misericórdia.
Os Sacarrabos são a nova banda de música sedeada em Tomar. Trata-se de uma banda de música medieval e tradicional composta por tarota, gaita de foles, bouzouki e bateria e vai dar o seu primeiro concerto público este domingo, 16 de abril, na Feira da Laranja Conventual, no Convento de Cristo, Tomar.
A sua atuação será às às 10h00 e às 12h00 em conjunto com as danças Sellium. A banda faz parte da associação ThomarSellium que contém o grupo de danças Sellium e o grupo desportivo ThomarKopus.
A banda tem já um importante contrato com a feira Caminha Medieval e está já em contacto com alguns eventos históricos do país.
O Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, este ano subordinado ao tema Património e Mudança, comemora-se a 18 de abril.
A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), em colaboração com o ICOMOS Portugal, impulsiona a divulgação deste tema com a finalidade de dar seguimento à preocupação manifestada pelo ICOMOS e expressa na declaração de Emergência Climática em 2020, continuando, assim, a promover o potencial do património no caminho para uma ação climática inclusiva, transformadora e justa.
No dia 18 de abril as entradas no Convento de Cristo serão gratuitas no âmbito desta comemoração e decorrerão diversas atividades neste monumento nos dias 15, 16, 18 e 23 de abril.
Programa:
15, 16 abril
14H – 18H Abertura ao público da Capela de N.ª Sra da Conceição
18 abril
10H /12H – 14H /17H Abertura ao público da Capela de N.ª Sra da Conceição
11H | 15H – Visitas guiadas gratuitas para famílias no Convento de Cristo
18H – Ensemble de Guitarras do Centro de Formação Artística da Sociedade Filarmónica de Gualdim Pais, Tomar.
23 abril
10H – 12H – Animação de espaços pela Thomar Honoris.
No dia 14 de abril, sexta feira, a Secção Regional do Sul da Ordem dos Engenheiros Técnicos, em colaboração com a Câmara Municipal de Santarém e o Hospital Distrital de Santarém, vai promover a realização de um seminário, em Santarém, subordinado ao tema “Desafios na Gestão Hospitalar, Saúde e Engenharia”.
Em busca das mãos que fazem a festa, fomos até à Freguesia da Sabacheira falar com um grupo de pessoas que, num ambiente salutar de boa disposição, se concentravam no processo de fazer as flores para os tabuleiros que vão desfilar no Cortejo Maior, a 9 de julho. António Graça, presidente da Junta de Freguesia da Sabacheira, explicou ao Jornal “Cidade de Tomar” que os preparativos decorrem a bom ritmo, sendo que a Freguesia vai levar um total de 20 tabuleiros, número acordado com a Comissão Central.
“Na nossa freguesia as flores são feitas por quem leva o tabuleiro, pelos seus familiares e amigos”, começou por referir, acrescentado que as pessoas se reúnem todos os dias, de segunda a sexta-feira, das 09h às 17h, numa sala cedida pela junta de freguesia, mas também às 3.ªs, 5.ª à noite e sábado à tarde para quem não pode vir durante o horário de expediente. Por norma, há sempre pessoas que se encontram ali a trabalhar, seja quem leva o tabuleiro, sejam familiares ou amigos de quem vai no cortejo.
Reportagem desenvolvida na edição que vai esta quinta-feira para as bancas
No âmbito do projeto Salvaguarda e Revitalização das Artes Tradicionais da Festa dos Tabuleiros, um dos vencedores da 4.ª edição do Programa EDP Tradições, decorreram, no edifício da Moagem A Portuguesa, várias ações de formação com o objetivo de aquisição de técnicas e conhecimentos associados ao saber-fazer festivo, nomeadamente na confeção de flores em papel, latoaria, cestaria, olaria, rodilhas e oficinas criativas. Estando algumas destas artes em “vias de extinção”, este programa foi, e é, deveras importante para a revitalização das mesmas e para o seu ressurgimento. Esta semana, o “Cidade de Tomar” fala acerca de uma destas artes – a olaria – concretizada pelo seu mestre, Celestino Marques, um dos últimos oleiros tradicionais desta região.
– Como é que começou esta atividade ligada ao barro?
– O barro está no meu sangue, o meu avô estava ligado ao barro e o meu pai também. Quando eu era criança, nas férias, não havia muito tempo para se tomar conta das crianças porque os adultos trabalhavam na agricultura. Na data, havia na Charneca da Peralva, uma olaria do José Caetano das Neves e como a minha mãe tinha medo que eu caísse nalgum poço quando andava atrás dos pássaros, pediu ao José das Neves para eu ir para a olaria. Na data, tinha para aí uns dez anos e lá fui para a olaria limpar as furnas, mas, entretanto, comecei a apaixonar-me pelo barro, já vinha do sangue o amor à arte…O José das Neves começou a ver que eu tinha gosto pela olaria e como não tinha mais ninguém, começou a ensinar-me. Lembro-me que costumava entrar às 8h00, mas hora para sair, já era mais complicado, pois havia muito serviço. Eu comecei a aprender numa roda mais antiga, que não estava afinada, assim é que se aprendia. O José das Neves chegou a ter sete empregados, quatro rodistas e três serventes. Já era muito avançado, na data, já tinha uma estufa a gás para secar a loiça no inverno.
– E o Celestino aprendeu esta arte com facilidade?
– É uma arte dura, trabalhosa. Na data havia muito serviço porque toda a gente precisava de um tacho, de um alguidar, de uma talha de azeite, de um cântaro, tudo se utilizava. Na data, faziam-se centenas, milhares de cântaros para clientes do Alentejo, em especial na altura das ceifas. Os cântaros e cantarinhas (infusas) são das peças que mais gosto de fazer, mas são falsas, são as mais difíceis de aprender. A olaria é uma arte de paciência, amor e concentração. Quando estamos enervados não vale a pena ir para a roda. A arte de moldar o barro é um dom. Posso dizer que, nesta arte, até sermos vivos, não somos mestres, há sempre coisas a aprender.
– Certamente que há técnicas especiais e segredos nesta arte?
– Sim, há, por exemplo, cozer as peças num formo a lenha tem a sua ciência. Vamos aperfeiçoando as técnicas com a experiência de vida. Eu consigo, através da visão, saber quantas horas uma peça demora a cozer. Os meus fornos são antigos, com porta com tijolo, e o que costumo fazer é meter a mão no interior e assim sei a temperatura que está e vejo se é necessário pôr mais lenha ou não. Para cozer barro qualquer lenha serve, mas para os trabalhos com vidrado tem de ser a lenha de pinho. A olaria tradicional é bonita, mas falsa e os vidrados são o mais difícil de tudo, requerem muita atenção, é até preciso um forno próprio. (…)
Ana Isabel Felício/José António
Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa de 14 de abril.
Os vencedores da edição 2023 do Prémio Cinco Estrelas Regiões foram conhecidos, no passado dia 10 de abril, tendo sido a Praia Fluvial de Ortiga reconhecida com o prémio Cinco Estrelas, entre os 10 atribuídos no distrito de Santarém. A Praia de Ortiga foi a única a receber esta distinção na categoria Praias na região de Santarém.
Com o objetivo de avaliar e reconhecer o que de melhor se faz de Norte a Sul de Portugal, o galardão premeia ícones regionais, como praias, aldeias e vilas, monumentos ou cozinha tradicional, além de avaliar marcas regionais e premiar as que se distinguem pela sua qualidade.
Para o presidente da Câmara Municipal de Mação, Vasco Estrela, “esta distinção é obviamente um orgulho para todo o Concelho de Mação. Mação é um destino privilegiado em muitos aspetos, há um trabalho e um esforço que é feito por muita gente para que assim seja. Este reconhecimento indica que estamos no bom caminho dentro das muitas que são as potencialidades do nosso território, desde as nossas três Praias Fluviais, aos Miradouros, às Rotas e a tudo aquilo que faz, como dizemos, com que as pessoas se sintam bem-vindas pois chegaram ao seu destino”. Para chegar às marcas vencedoras, estiveram envolvidos 436.000 consumidores, que avaliaram mais de 900 marcas, através da metodologia do Prémio Cinco Estrelas. Destas, apenas 116 conseguiram provar a sua excelência e conquistar o Prémio, sendo 41 do centro do país e 1 no Concelho de Mação, a Praia de Ortiga.
O Prémio Cinco Estrelas Regiões acaba de anunciar os vencedores da 6.ª edição.
Ferreira do Zêzere está de parabéns. Dornes alcança mais uma vez o Prémio Cinco Estrelas no Distrito de Santarém, na categoria – Aldeias e Vilas.
O galardão tem como objetivo avaliar e reconhecer o que de melhor se faz de Norte a Sul de Portugal, permeando ícones regionais que se distinguem pela sua qualidade.
Para chegar às marcas vencedoras, estiveram envolvidos 436.000 consumidores, que avaliaram mais de 900 marcas, através da metodologia do Prémio Cinco Estrelas. Destas, apenas 116 conseguiram provar a sua excelência e conquistar o Prémio, sendo 41 do centro do país.
Abril é o mês da prevenção dos Maus-Tratos na Infância e em todo o país decorrem inúmeras atividades para assinalar a efeméride.
A CPCJ de Tomar levará a cabo, no próximo dia 20 de abril, o seu encontro anual, no auditório do Serviço de Formação Profissional de Tomar, e no dia 29 de abril irá realizar uma caminhada, a II Caminhada dos Afetos, com início às 10h00 (concentração r. Dr. José Raimundo Ribeiro n.º 28) que terá como objetivo a consciencialização da comunidade para esta problemática.
Simultaneamente, a CPCJ pretende recolher tampinhas de plástico para doar a uma jovem que, num treino de ginástica acrobática ficou paraplégica.
CPCJ – Conhecer para agir
A Comissão de Proteção de Crianças e Jovens existe no concelho de Tomar desde 1999, tendo sido instalada pela Portaria n.º 369/99 de 20 de maio, e reorganizada pela Portaria n.º 1226-FA/2000, de 30 de dezembro.
As CPCJ’s intervêm na promoção dos direitos da proteção da criança e do jovem quando está em risco a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral, por exemplo em caso de abandono, maus tratos físicos ou psíquicos, abuso sexual, trabalho infantil, comportamentos, atividades ou consumos que prejudiquem a criança ou jovem.
AS CPCJ’s funcionam em modalidade restrita e alargada. Na modalidade restrita, são compostas por um número ímpar, nunca inferior a cinco, dos membros da comissão alargada. Na comissão alargada estão representantes da autarquia, da segurança social, da educação, da área da saúde, das IPSS e associações de pais, das associações de jovens, da área do emprego e formação profissional, das forças de segurança, quatro cidadãos eleitores nomeados pela Assembleia Municipal e técnicos cooptados ou cidadãos com especial interesse pelos problemas da infância e juventude.
São membros por inerência das CPCJ (comissão restrita) o presidente da comissão e os representantes do município, da segurança social, da educação, da saúde e das IPSS’s.
A quem se destina?
Crianças e jovens com menos de 18 anos, podendo ir até aos 25 anos nos casos de jovens que tenham solicitado a continuação da intervenção antes de atingirem a maioridade.
Procedimentos a adotar?
Através da aplicação de medidas de promoção e proteção previstas na lei prevendo: O apoio junto dos pais, outro familiar ou pessoa idónea; O apoio para a autonomia de vida; O acolhimento familiar ou acolhimento residencial.
Obtido o consentimento dos pais ou responsáveis pela criança e/ou jovem e, pela própria criança ou jovem com idade igual ou superior a 12 anos, a CPCJ desenvolve a avaliação diagnóstica que permitirá elaborar um acordo de proteção e promoção adequado à situação em causa, nele definindo as ações necessárias a desenvolver, ou proceder ao arquivamento do processo quando a situação de perigo não se confirma ou já não subsiste.
Sempre que se verifique a oposição dos responsáveis, ou da própria criança ou jovem, à intervenção desenvolvida pela Comissão, a situação é remetida para o Ministério Público.
Quem pode sinalizar?
Entidades policiais; Autoridades judiciárias; Entidades com competências em matéria de infância e juventude (infantários; creches; escolas; instituições de saúde; serviços de ação social); Qualquer pessoa que tenha conhecimento de crianças ou jovens em situação de perigo; As próprias crianças e jovens.
Como sinalizar?
Diretamente à Comissão existente na área de residência da criança ou do jovem, por carta, e-mail, telefone ou pessoalmente.
A Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), entidade que regula a atividade das CPCJ’s em território nacional, disponibiliza no seu site um formulário de contacto onde qualquer cidadão pode comunicar uma situação de perigo, podendo fazê-lo de forma anónima se assim o desejar (https://www.cnpdpcj.gov.pt/como-pedir-ajuda).
A Comissão só atua quando não é possível às entidades e serviços com competência em matéria de infância e juventude intervir de forma adequada e suficiente a remover o risco em que a criança ou jovem se encontra.
Dados importantes na sinalização
Identificação correta da criança ou jovem; Identificação da família ou das pessoas com quem coabita; Morada; telefone; Relatórios e avaliações efetuadas; Outros elementos considerados relevantes para o caso.
A CPCJ de Tomar tem a sua sede na Rua Dr. José Raimundo Ribeiro n.º 28, contacto telefónico 249329884, e-mail: cpcjtomar@cm-tomar.pt.
Decorreram, entre o dia 7 e 10 de abril, as Festas do Concelho e Festa de Nossa Senhora da Boa Viagem, em Constância, festas que para além da parte religiosa, com procissão, bênção dos barcos e das viaturas, na segunda feira, contou com muita animação durante os quatro dias de festejos. Como é tradição, o evento contou com as tradicionais tasquinhas, mostra de artesanato, doçaria, tarde de folclore, Prémio de Atletismo e a participação de artistas nacionais, nomeadamente David Antunes & Midnight Band, David Carreira, Jorge Guerreiro e Bárbara Bandeira. As festas culminaram com um espetáculo de fogo de artifício.
Na sua intervenção, na cerimónia de abertura, na sexta feira, dia 7 de abril, o presidente da Câmara Municipal de Constância, Sérgio Oliveira, abordou as origens da Festa de N.ª Sr.ª da Boa Viagem, “festa que nasceu há mais de 200 anos com um grupo de marítimos aliados a uma Confraria que já existia em honra de N.ª Sr.ª da Boa Viagem e, tendo em conta que a imagem que existia estava na Igreja de S. Julião num papel secundário, juntaram-se e pediram para construir um altar na Igreja de N.ª Sr.ª dos Mártires, igreja que, até essa altura, estava sob a égide da Rainha D. Maria I e da respetiva Confraria de N.ª Sr.ª dos Mártires”, disse, avançando que a Rainha “autorizou a colocação do altar na Igreja de N.ª Sr.ª dos Mártires, hoje a nossa Igreja Matriz”.
Disse ainda o presidente da câmara que “a primeira referência que existe da devoção a N.ª Sr.ª da Boa Viagem data do ano de 1788, época em que a principal atividade do concelho, em especial da vila, era o transporte marítimo, as auto-estradas eram os nossos rios, rios onde não existiam barragens, onde o conhecimento científico e tecnológico era reduzido, o que tornava a atividade marítima perigosa. Conscientes da perigosidade da sua atividade, mas também da necessidade dos rios terem água suficiente que assegurasse a navegabilidade, todos os anos, na segunda feira a seguir à Páscoa, acorriam a Constância marítimos de vários pontos da nossa região para pedir bênção e proteção a N.ª Sr.ª da Boa Viagem”.
Referiu-se ainda o autarca a alguns momentos pelos quais a Festa passou, pois “com o advento do transporte rodoviário e ferroviário a atividade marítima entrou em decadência na segunda metade do século XX. A festa foi-se mantendo com altos e baixos, até que de forma a evitar que pudesse desaparecer, nos finais dos anos 80, a câmara, em conjunto com as forças vivas do concelho, revitalizou as mesmas, introduzindo a parte pagã, altura em que surgiram as tasquinhas, os concertos, o grande Prémio de Atletismo, a tarde de folclore, as ruas floridas, a mostra de artesanato e de doces. Com isto, a Festa ganhou outro fôlego”, salientou. (…)
Foto dos barcos da autoria de José Ribeiro
Notícia completa na edição impressa de 14 de abril.