O Convento de Cristo recebe, no dia 23 de setembro, pelas 18h30, a Conferência “Do lugar para a figuração na pintura do séc. XXI”, no âmbito da Exposição/Instalação “Telesma e os Cavaleiros do Mar” que se encontra patente neste Monumento.
São intervenientes nesta Conferência Luís Vieira – Baptista – Artista Plástico e Paulo Morais -Alexandre, Doutor e Mestre em História de Arte.
A conferência tem entrada livre e decorre na Sala Multiusos, sendo que a entrada para o evento será feita pela fachada norte do Convento de Cristo, Claustro da Micha.
Depois de já terem sido anunciados os custos, na ordem do milhão e trezentos mil euros, relativamente à Festa dos Tabuleiros de 2023, esteve em análise, na reunião de câmara, na segunda feira, a transferência de mais 125 mil euros da câmara para a Comissão Central, transferência que foi aprovada com a abstenção do PSD.
O vereador Tiago Carrão (PSD) interveio neste ponto considerando que apesar de ser considerado um apoio extraordinário, tratam-se de despesas ordinárias, tais como a eletricidade, não fazendo sentido fazer disso apoio extraordinário. Referiu ainda que, segundo nota da Comissão, “seria importante fazer essa transferência até final de junho, no entanto já estamos em setembro”, disse, questionado ainda sobre “quando vamos ver as contas da Festa dos Tabuleiros fechadas”.
Segundo o vereador Hugo Cristóvão explicou, o apoio extraordinário é um formalismo. Em relação ao pagamento ser em junho, referiu que “o que foi articulado com a Comissão foi o pagamento em tranches, não necessariamente no prazo que a Comissão entendia, mas foi sempre mantido diálogo semanal com a Comissão até à realização da Festa e na fase posterior”. Disse ainda que “estas despesas estavam definidas desde o início que seriam pagas pela Comissão dentro do apoio prestado pelo município”. Em relação às contas fechadas, disse o vice-presidente que “ainda estamos a tempo de apresentar as contas”.
No início do ano letivo, os encarregados de educação dos alunos do 1.º ciclo do Agrupamento Templários foram confrontados com novidades em relação às AEC’s (Atividades de Enriquecimento Curricular), ou seja, em vez de as mesmas terem lugar no final do horário escolar (depois das 15h30), como acontecia até agora, algumas poderão passar a realizar-se no meio do horário escolar, o que leva os alunos a saírem mais tarde nalguns dias.
Os encarregados de educação já se mobilizaram e prometem lutar até às últimas consequências para impedir que a câmara coloque as AEC’s em pleno horário escolar. Os representantes dos pais das diferentes turmas enviaram mails para a câmara, agrupamento, Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) e Federação Nacional da Educação (FNE) a contestar a decisão, decisão também contestada pelo agrupamento.
Na reunião de câmara, na segunda feira, o vereador da Educação, Hugo Cristóvão, foi questionado pela vereadora Lurdes Fernandes (PSD) sobre a situação, tendo o mesmo referido que se trata de “uma tempestade num copo de água” e assegurou que a informação que tem sido veiculada “é errada”. Hugo Cristóvão apontou ainda o dedo a Paulo Macedo, diretor do Agrupamento Templários, referindo que “há coisas que são ditas que não deveriam ser ditas pelo responsável do Agrupamento Templários”.
Hugo Cristóvão disse ainda que a medida não vai prejudicar os alunos, que se trata de uma medida que acontece em diversos municípios e que se trata de uma forma para que “todos os alunos tenham a mesma igualdade de oportunidades, uma vez que nem todos podem frequentar atividades nos clubes ou associações a pagar”, disse. Lembrou, também, que Tomar tem 1458 alunos no pré e 1.º ciclo.
O vereador Tiago Carrão (PSD) também abordou o assunto, acusando Hugo Cristóvão de ter “tiques de poder absoluto” e criticou-o pelo facto de ter colocado as culpas nos professores.
O tomarense Nuno Marques foi reeleito como vice-presidente de Notodden, na Noruega, nas eleições municipais e regionais na Noruega.
Segundo o seu testemunho, “Lamentavelmente, o governo atual, do qual meu partido (Senterpartiet) faz parte, como parte de uma coligação minoritária, não tem feito um bom trabalho e essa insatisfação refletiu-se nas eleições locais e regionais. No entanto, consegui destacar-me desse sentimento de insatisfação a nível local e regional. Mesmo com a perda de dois assentos parlamentares municipais, recebi tantos votos pessoais que fui reeleito e nomeado vice-presidente para o próximo período de 2023-2027. Poderia ter optado por formar uma coligação diferente com outros partidos para ser eleito e nomeado presidente, mas optei pela estabilidade política. Ou seja, continuarei a apoiar a atual presidente”.
Quanto à Assembleia Regional de Telemark, refere Nuno Marques que “o meu partido conquistou quatro assentos parlamentares regionais e, como eu era o sexto na lista, estou em segundo lugar na lista de suplentes. Além disso, como um desabafo pessoal, gostaria de expressar minha deceção pela falta de sensibilidade institucional e reconhecimento por parte da liderança política em Tomar. Até agora, nunca recebi parabéns, nem a nível pessoal nem a nível institucional, nem quando fui eleito pela primeira vez em 2019, nem agora, com minha reeleição”.
É já nos dias 23 e 24 de setembro que acontece a sétima edição da Ceyceyra Medieval, recriação histórica que tem vindo consecutivamente a atrair mais atenções sobre o passado de Asseiceira, antiga sede de concelho, hoje sede de freguesia, em Tomar.
Com o casario bucólico e pitoresco como cenário perfeito, a antiga vila tem as condições ideais para a reconstituição, sempre atenta ao rigor histórico, dos tempos medievais em que aquele era ponto de passagem cobiçado pelos vizinhos e sujeito a querelas. A confirmação de juízes pelo rei D. Dinis, em 1294, que abrange também a vizinha Atalaya, surge na sequência das queixas das populações locais e é mais uma das várias ações do monarca que vão fortalecer a autonomia destes dois lugares.
Assim, mantendo o hábito de que cada edição venha na sequência cronológica da anterior, será este o tema deste ano, com as representações a incidirem, no sábado, sobre “Querelas e abusos motivam necessidade de juízes” e, no domingo, “O rei D. Dinis confirma juízes para Ceyceyra”.
A recriação histórica, organizada pela Associação Cultural, Recreativa e Desportiva de Asseiceira, em parceria com a Junta de Freguesia local e o Município de Tomar, e que se começou a realizar na sequência do êxito das celebrações dos quinto e sétimo centenários dos forais régios concedidos àquele que foi, até 1836, um pequeno concelho rural, permitirá aos visitantes encontrarem a reconstituição de um burgo medieval, fervilhante de vida, graças ao extenso programa de animação que inclui música, dança, arruadas, animação de rua e recriações de momentos históricos, onde não faltarão as figuras da época, entre as quais os cavaleiros templários, que também chegaram a ter soberania sobre o lugar. Não faltarão igualmente as tabernas e tendas dos mercadores, que hoje, como então, são das principais atrações.
O dia 15 de setembro de 1979 é a data inscrita no assento de “nascimento” do SNS, que assegura o acesso universal, compreensivo e gratuito a cuidados integrados de saúde, compreendendo a promoção e vigilância da saúde, a prevenção da doença, o diagnóstico e tratamento dos doentes e a reabilitação médica e social.
Trabalham diretamente para o SNS português cerca de 150.000 profissionais – nas três unidades do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) são mais 2.600 os profissionais que fazem parte deste sistema em rede, em que o todo é mais do que a soma das partes.
Porque o melhor do SNS são as pessoas – as que para ele trabalham e as que a ele recorrem –, para assinalar a efeméride deste aniversário do SNS, o CHMT preparou a campanha “Geração SNS”.
Os profissionais de saúde do CHMT Ana Carvalho Pereira, Ana Filipa Frade, Marta Gomes, Pedro Rodrigues e Rita Pereira, aceitaram ser os “embaixadores” da campanha de celebração do 44º aniversário do SNS, dando a cara pela “Geração SNS”.
Em comum, os cinco profissionais de saúde, que desempenham funções variadas no CHMT, têm o facto de ter nascido em 1979, o mesmo ano de nascimento do SNS, e de dedicarem a sua vida à missão do SNS. Nesta campanha, que vai estar em exposição nos átrios das entradas principais e consultas externas das três unidades hospitalares de Abrantes, Tomar e Torres Novas, os profissionais, explicam o que é para eles fazer parte do SNS.
“Com esta campanha, quisemos colocar os nossos profissionais em foco e valorizar o trabalho e dedicação desenvolvidos pelas várias gerações de profissionais do SNS, que são o seu maior ativo e a sua força. Nesta data histórica e muito feliz, de aniversário, desejamos uma longa vida ao SNS, encarando com muita esperança o futuro, pelos testemunhos que a ‘Geração SNS’ nos deixou”, disse Casimiro Ramos, Presidente do Conselho de Administração do CHMT, após reunir com os cinco profissionais de saúde que aceitaram mostrar o seu orgulho em ser SNS.
A campanha vai estar em exposição nos mupis digitais das entradas principais e das consultas externas das três unidades hospitalares do CHMT, localizadas em Abrantes, Tomar e Torres Novas.
Leonor Lima, da turma Todo Terreno, residente na freguesia de S. Pedro Tomar, e com muita experiência na realização de ações humanitárias, através das expedições Todo o Terreno que organizou e participou em Marrocos, lançou, agora um desafio num momento tão difícil que este país vive após o sismo que o atingiu – a expedição Todo o Terreno a Marrocos – grande expedição humanitária rumo ao Atlas, que acontecerá de 4 a 8 de outubro.
Segundo escreveu, no seu Facebook, “O tempo passou, e talvez tenhamos deixado para trás alguns dos nossos maus feitios, mas o bichinho da ajuda ao próximo continua a corroer-nos”.
O objetivo desta expedição é, segundo a mesma, “levar ajuda alimentar, medicamentos, produtos de higiene e roupas para aqueles que mais precisam. É uma missão nobre, que exige coragem, comprometimento e solidariedade. A turma Todo Terreno, que já contou com o apoio de tantos no passado, agora pede novamente o auxílio daqueles que acreditam na importância de estender a mão aos que estão em situações desfavorecidas. A força de todos os Cavaleiros da Areia é essencial para que essa expedição humanitária seja bem-sucedida”.
Os interessados em ajudar, podem doar alimentos, remédios, produtos de higiene e roupas que são essenciais para garantir o bem-estar daqueles que estão a passar por dificuldades em Marrocos. Cada ação, por menor que seja, faz a diferença e pode melhorar a vida de muitas pessoas.
Para participar nesta expedição solidária a Marrocos de 4 a 8 de outubro, os interessados podem inscrever-se até 22 setembro. Contatar Leonor Lima de Tomar (Facebook).
Ontem, dia 13 de setembro, num momento de grande significado para a comunidade de Vila Nova da Barquinha, Tomar e de todo o Médio Tejo, a Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova da Barquinha e a Santa Casa da Misericórdia de Tomar firmaram um protocolo histórico que marcará um importante passo em direção ao reforço dos cuidados de saúde na região.
O protocolo foi solenemente assinado, no edifício dos Paços do Concelho de Vila Nova da Barquinha, na presença do Presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire, pelos respetivos Provedores – Hélder Brito da Silva (Vila Nova da Barquinha) e António Freitas Alexandre (Tomar) – perante autarcas e representantes das três instituições. O acordo visa a criação de uma Unidade de Cuidados Continuados na Atalaia, um projeto que beneficiará a população de ambos os concelhos e áreas circundantes.
A infraestrutura de promoção da saúde, prevenção da doença e prestação de cuidados de reabilitação e de unidade de cuidados continuados, a edificar pela Misericórdia de Tomar, será um local de referência na prestação de cuidados de saúde e apoio aos cidadãos mais vulneráveis, especialmente aqueles que necessitam de cuidados médicos a longo prazo. Este projeto proporcionará serviços essenciais de reabilitação, cuidados paliativos, e outras formas de assistência médica e social de alta qualidade.
O Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova da Barquinha, Hélder Silva, expressou a sua satisfação em relação a esta colaboração pioneira, afirmando: “Este protocolo é um marco significativo na história das nossas instituições e beneficiará sobretudo a comunidade que servimos, com cuidados de saúde de excelência”.
António Alexandre, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Tomar, também partilhou palavras de entusiasmo: “Este é um acordo histórico. Estamos ansiosos para concretizar este empreendimento.” Esta instituição será responsável pelo projeto, construção, administração e gestão de todas as infraestruturas a criar.
Fernando Freire, responsável pelo executivo camarário de Vila Nova da Barquinha, mostrou regozijo pelo entendimento entre as duas Misericórdias, tendo sido um dos interlocutores para este acordo. “Este protocolo não só reforçará os laços entre as duas instituições, mas também permitirá a prestação serviços de cuidados de saúde de alta qualidade à comunidade”, disse, destacando a localização central na região do Médio Tejo.
O projeto será construído num terreno com cerca de 16.000 metros quadrados localizado na freguesia de Atalaia, propriedade da Santa Casa da Misericórdia de Vila Nova da Barquinha, com direito de superfície a favor da Misericórdia de Tomar.
O complexo pretende instalar 4 edifícios com usos distintos. A norte, numa zona mais resguardada, será erguida uma Unidade de Cuidados Continuados Integrados com capacidade para cerca de 90 utentes. Mais a sul, junto à Rua da Fortaleza ficarão localizados uma clínica com várias valências entre as quais uma ala de medicina física e reabilitação, uma clínica de hemodiálise e um bar de apoio a estes serviços, uma vez que albergam serviços de uso mais curto e que dotarão a zona de um maior fluxo de visitas.
O estacionamento estende-se por todo o terreno, possibilitando um uso misto dentro das várias ofertas de serviços de saúde. Os arruamentos internos do terreno passam a comunicar diretamente com a via pública, sendo doada uma parcela do terreno para melhoramento da artéria já existente de forma a melhorar acessos e permitir um fluxo de trânsito para qualquer tipo de veículo.
Prevê-se que este investimento irá criar cerca de 80 postos de trabalho.
Estão abertas as candidaturas para a 4.ª edição da Pós-Graduação em Sistemas de Gestão Empresarial – SAP lecionada na Escola Superior de Gestão do Politécnico de Tomar (IPT). A 2.ª fase de candidaturas para o curso, que funcionará com a parceria da SAP e da SoftInsa – IBM, decorre até ao próximo dia 29 de setembro.
Ao longo de dois semestres, os estudantes são preparados para desenvolver uma visão mais completa e crítica das áreas funcionais das organizações e da sua gestão, assim como dos processos de negócio. Ficam ainda aptos para desenvolver e gerir sistemas de informação nas organizações, aplicar ferramentas de apoio aos processos de uma organização e participar no desenvolvimento de modelos inovadores com um espírito crítico. Para tal, os formandos podem contar com um corpo docente especializado e a colaboração de consultores SAP que, na perspetiva do IPT, “darão ao curso um cunho muito mais profissionalizante e de acordo com as reais necessidades do mercado”.
As aulas vão decorrer em regime pós-laboral, num sistema de Project Based Learning, onde os conhecimentos base e competências a adquirir nas unidades curriculares convergem para um projeto que acompanhará o decurso da Pós-Graduação. O titular da Pós-Graduação em Sistemas de Gestão Empresarial poderá assumir funções numa organização enquanto gestor de Sistemas de Informação e gestor de projetos. Mais informações e candidaturas em www.ipt.pt.
No passado dia 8, mais de uma centena de cidadãos japoneses apresentaram uma queixa no Tribunal de Fukushima contra o Governo do seu País e contra a TEPCO – Tokyo Electric Power Company (Companhia de Energia Eléctrica de Tóquio), acusando-os de despejo de água contaminada no mar e exigindo a suspensão imediata desse despejo.
Importa referir que, dias antes, também o Primeiro-Ministro japonês, Fumio Kishida, foi processado por associações civis do Japão pelo mesmo motivo, com a alegação de que a água despejada poderá afectar o ecossistema marítimo, a saúde humana e os interesses das gerações vindouras.
Estas acções populares refletem a profunda preocupação com as consequências dos despejos da água contaminada e a forte condenação de todas as partes envolvidas.
De acordo com os dados da TEPCO, depois de ter descarregado o primeiro lote de 7.800 toneladas de água radioactiva no dia 10, a segunda descarga vai iniciar-se no final deste mês.
Apesar de tudo isto, o governo japonês finge ser uma vítima e fez queixas à Organização Mundial do Comércio (OMC), exigindo que a China retire as restrições sobre as importações de produtos do mar do Japão.
Segundo responsáveis chineses, a reclamação japonesa é completamente infundada. Em primeiro lugar, a Lei da Segurança Alimentar da China estipula que devem ser rejeitados os géneros alimentícios importados que possam prejudicar a saúde humana.
Para além disso, o Acordo sobre a Aplicação de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias, conhecido como Acordo SPS (na sigla em inglês) da OMC, define que os países membros têm o direito de tomar medidas para proteger a vida e a saúde das pessoas, animais e plantas. Como o despejo da água radioativa no mar tem previsíveis riscos, a China tem toda a razão para adoptar medidas preventivas, de acordo com o princípio da precaução.
Há alguns dias, o governo japonês anunciou uma verba especial de 20,7 mil milhões de ienes (cerca de 131 mihões de euros) para “fazer frente à China” e criar uma opinião pública favorável a descarga da água contaminada. Além disso, convidou o presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Kevin McCarthy, para fazer um show político, afirmando não ser perigoso comer marisco do mar de Fukushima.
Com tudo isto, muita gente se interroga: se não há riscos para a saúde, porque é que o governo japonês gasta tanto dinheiro em campanhas para tentar convencer a opinião pública?
Responsáveis chineses sublinham que o governo japonês bem pode tentar sacudir as culpas, mas que o povo do Japão e as populações do resto do Mundo sabem que é ele o principal culpado pelas perdas económicas da pesca no Japão, bem como responsável por trazer grandes riscos para a ecologia marinha e para a saúde pública global.
(Centro de Programas de Línguas da Europa e América Latina da China)