A Câmara de Tomar aprovou, por maioria, o avanço do processo de alienação da Escola Profissional de Tomar (EPT), numa decisão que contou com a abstenção dos vereadores do PS.
O município detém 50% da sociedade Ensino Profissional de Tomar, sendo a restante participação repartida por outras três entidades. Todos os sócios irão colocar conjuntamente as respetivas quotas em hasta pública, anunciou o presidente da Câmara durante a primeira reunião de setembro do executivo municipal.
Tiago Carrão justificou a decisão com a deterioração da situação pedagógica e financeira da escola. Segundo os dados apresentados, o número de alunos passou de cerca de 139 em 2019/2020 para 59 em 2024/2025, uma quebra próxima dos 58%. A escola passou igualmente de seis para três turmas.
A situação financeira acompanhou essa redução. “Se tinha almofada financeira, foi-se gastando”, afirmou. Em 2024, a instituição registou um resultado negativo próximo dos 144 mil euros e, em 2025, um prejuízo na ordem dos 70 mil euros.
Para o presidente, as alternativas passam por tentar revitalizar a escola, encerrá-la ou entregar a gestão “a quem sabe fazer”, sendo que a autarquia não tem essa vocação, assinalou.