No sábado, 22 de novembro, a apresentação do livro As Minhas Mãos Abertas, de Graça Arrimar, encheu a sala de emoção e memória. A autora – cuja voz poética atravessa lembranças do Sul de Angola, o cheiro da terra, o riso das gentes e a simplicidade dos gestos – reencontrou também, em Tomar, novas raízes afetivas e simbólicas: os Templários, o rio Nabão, Santa Iria, a Festa dos Tabuleiros e o eterno castelo que guarda a cidade.
A sessão abriu com um momento musical da maestrina Aurora Marques, que ofereceu duas interpretações de grande sensibilidade e estabeleceu o tom emotivo da tarde.
A obra foi apresentada pelo poeta e escritor Nuno Garcia Lopes, seguida de uma intervenção do ilustrador Nuno David, que revelou detalhes do processo criativo das imagens que acompanham o livro. Amigos da autora leram alguns poemas, e os netos de Graça Arrimar participaram com entusiasmo, tornando o encontro ainda mais especial.
A sessão contou com a condução de João Patrício, que assumiu o papel de mestre de cerimónias. Um momento marcado por afetos, arte e memórias, tal como o livro que lhe deu origem.