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“Cantigas Mil” deu início às atividades comemorativas do XXXVI aniversário do Rancho Folclórico Etnográfico de Alviobeira

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Depois de “Elas que cantam” e “Eles que cantam” foi a altura de juntar as vozes! Uma viagem pelo universo musical dos anos 70 foi a proposta do RFEA para a noite do passado sábado à noite, no CRC Alviobeira.

Não podemos esquecer que foi nesta década que em portugal sopraram ventos de mudança. A 25 de abril de 1974 deu-se a revolução e a principal preocupação dos portugueses tornou-se a intervenção política.

A cantiga é sempre uma arma e nestes anos os cantores interventivos deram voz a um povo que não a tinha e conseguiram unir pessoas em torno de um ideal e de uma mudança, utilizando a arte para conseguir este objetivo.

Em Portugal, o pós-25 de Abril foi prolífero na música de intervenção. Ela estava lá, escondida nos anos de ditadura, e saiu com toda a força pela voz de músicos como José Mário Branco, Sérgio Godinho ou Zeca Afonso.

Músicas como “Venham mais cinco”, “O que faz falta é animar a malta”, “Depois do Adeus”, “A cantiga é uma Arma”, “Somos Livres”, “Pedra Filosofal”, entre outras fizeram-se ouvir no salão do CRCA, pelas vozes dos componentes do Rancho de Alviobeira, acompanhados musicalmente pelo João Paulo, Filipe, João Pedro, todos eles componentes do RFEA e pelo convidado Hugo Mendes, a quem agradecemos a disponibilidade, generosidade e profissionalismo.

Nesta noite, também não esquecemos alguns nomes da música ligeira, da década de 70 tal como Paco Bandeira e José Cid. Como durante o Estado Novo, o fado era presença obrigatória nas rádios, fizemos questão de lembrar Amália Rodrigues com “Oiça Lá Sr. Vinho” de 1971.

Uma noite colorida como a década de 70, que pode ser facilmente descrita com a mais plural, inventiva e criativa da história da moda. O comportamento dos jovens dos anos 70 transformaram os padrões estéticos da época e democratizaram profundamente a moda. Nas “Cantigas Mil” fizemos questão de tirar do baú roupas da década de 70 e usar penteados à época.

Escolhemos poemas de Sophia Mello Breuner, Ary dos Santos, Miguel Torga, Luís Vaz de Camões, e Alice Neto de Sousa (poeta e dizedora de poesia, autora do poema “Março”, escolhido para inaugurar as comemorações do 50º aniversário do 25 de abril), para enriquecer o momento e reforçar a mensagem.

“Nós que Cantamos”, decorreu num ambiente descontraído, entre músicas carregadas de emoção e mensagens, cores vibrantes, belos poemas, sorrisos e olhos felizes, de pessoas que acreditam que o sonho (ainda) comanda a vida.

Rancho Folclórico de Alviobeira

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