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A dinâmica da Casa do Povo de Ferreira do Zêzere com destaque para a música e para a natação

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

A Casa do Povo de Ferreira do Zêzere foi, recentemente, a convidada de Tomarlugar, com a presença da presidente da direção, Fernanda Moura; Sebastião Santos, responsável pelo projeto da natação e Pedro Sousa, responsável pela área cultural musical desta instituição Ferreirense.

– Como é liderar uma associação?

– Fernanda Moura (FM) – É com muito prazer, com muita dedicação, mas também com muita carolice, porque dá algum trabalho fazer a gestão de tudo, desde a música, a natação e todas as pessoas que fazem parte, todas as semanas passam pela Casa do Povo cerca de 75 a 80 pessoas.

– Quais são as atividades principais?

FM – Temos várias atividades no âmbito da cultura e do desporto. No entretenimento fazemos daquele espaço um espaço aprazível, de forma que todos se sintam bem. Mas, fundamentalmente, temos a música e a natação, com muitos bons resultados. Também temos o convívio entre as pessoas e o Coro que envolve tanto pequenos como mais crescidos. Temos o envolvimento com as câmaras municipais e com as juntas de freguesia, fazendo parte de quase todas as atividades que elas promovem.

– Em termos sociais, no dia a dia, como é que a associação funciona?

FM – A Casa do Povo tem várias pessoas que dedicam inteiramente a sua vida ali, por amor à Casa, como voluntárias, temos algumas que abrem a Casa todos os dias à tarde, para receber os alunos, para receber as pessoas que vão pagar as quotas. Temos na nossa associação mais de 500 associados, uns porque são sócios beneméritos, outros porque são sócios porque fazem parte das atividades e outros porque gostam da Casa porque a Casa do Povo é do povo.

– Passando à música, como é ensinar música?

Pedro Sousa (PS) – Ser professor de música é um espetáculo, pode ser cansativo, mas tem os seus proveitos e isso compensa tudo. É um estado de espírito em que temos de ter paciência para que, a pouco e pouco, o aluno vá alcançando as suas metas.

– Como é o trabalho na Casa do Povo? Como é que cativa os alunos?

– PS – Os alunos têm sido incríveis. Na Casa do Povo temos uma estrutura que está vocacionada, primeiro para os que nasceram há uns anos, que têm 70, 80 anos, e temos os outros, os mais pequeninos, o mais novo tem 4 anos. É um projeto social muito interessante, para todas as idades, todos podem aprender e todos conseguem aprender, é preciso dar tempo ao tempo. Temos o Coro para os pequenos, temos os instrumentos (cavaquinho, guitarra, piano, bandolim) e as aulas podem ser feitas individualmente e aulas de mini-grupo, onde aprendem a teoria e a prática. Os mais velhos participam no Coro Alfredo Keil, Coro sénior, e o espírito deles é que são todos jovens.

– Também têm a orquestra? Como é que os alunos podem fazer parte?

– PS – Os alunos chegam, observo, se for interessante pode logo ingressar na orquestra, caso contrário, terá umas aulas antes só comigo e em mini-grupo e depois há uma proposta para ingressar na orquestra. Os alunos com mais idade dedicam-se muito ao instrumento, é muito salutar, incrível. Os mais pequenos também se têm aplicado.

– Qual é o instrumento mais popular?

– PS – É a guitarra, é o instrumento mais generalizado, pois tanto acompanha como faz solos e tem um preço mais acessível.

– Passando à natação, o Sebastião é professor, técnico de natação, formador, investigador, qual é, afinal, o seu ADN?

– Sebastião Santos (SS) – É uma mistura, porque é preciso o know how que vamos adquirindo e que vai ser necessário para motivar todos aqueles miúdos para irem o mais longe possível.(…)

Carlos Gonçalves

Entrevista na íntegra na edição impressa de 3 de novembro.

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