Inicio ENTREVISTA Marco De Camillis: do boxe para a dança

Marco De Camillis: do boxe para a dança

0

Teve início em setembro e prolonga-se até maio de 2023 o projeto “Dança em Movimento”, projeto do Município de Tomar, a cargo de Marco De Camillis, o conhecido coreógrafo e diretor artístico em vários programas televisivos. Marco De Camillis esteve no Jornal/Rádio Cidade de Tomar onde falou da sua carreira e deste projeto, aberto a toda a comunidade, que culminará num espetáculo multicultural, no Cine-Teatro Paraíso.

– Provavelmente todos o conhecemos da televisão. Mas quem é o Marco De Camillis?

O Marco é um italiano que nasceu num bairro social e começou a fazer dança por acaso, por engano, até porque eu, que era o mais novo de três irmãos, na infância pratiquei boxe, porque o meu pai tinha um ginásio de boxe. Era normal fazer boxe. Era melhor estar a fazer boxe do que estar na rua. Quando saía da escola, fazia os trabalhos de casa e ia para o boxe, até gostava, sinceramente. Tinha sete/oito anos e ia atrás dos meus irmãos. Até me safei nos campeonatos italianos, onde participei até aos 16 anos.

Ensaios no Pavilhão Nun’ Álvares no âmbito do projeto “Dança em Movimento”

– Nesse meio, como é que surge a dança na sua vida?

A minha ex-cunhada, ou seja, namorada do meu irmão mais velho, ex-bailarina, abriu uma Escola de Dança no bairro onde vivíamos e onde ainda a minha mãe mora e, na data, vivia-se muito a cultura da Fame, e eu gostei de fazer dança moderna, não queria nada o ballet clássico, mas a minha ex-cunhada, graças a Deus, obrigou-me a fazer ballet clássico. Depois de dois anos a fazer, das cinco às sete, boxe e das sete e meia às oito e meia, dança, fui fazer um exame para a Academia Nacional de Dança, que era de ballet clássico só e eu sempre gostei mais do estilo Fame, imaginei outra coisa e quando entrei, não tinha nada a ver, era ballet clássico, muita disciplina, era completamente outra coisa. Mas, graças a Deus, essa aprendizagem deu-me uma grande base e depois de um ano, fiz uma audição para um programa de televisão e fui escolhido e comecei a trabalhar. Como bailarino, tinha de continuar a estudar e formei-me nos Estados Unidos aos 24 anos. (…)

Ana Isabel Felício/Elsa Lourenço

Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa de 11 de novembro.

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Exit mobile version