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Andreia Galvão: “Vim para Tomar por causa do Convento de Cristo”

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Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

Quarta feira, dia 3 de agosto, foi convidada de Tomarlugar, da RCT, Andreia Galvão, diretora do Convento de Cristo. Doutorada em Arquitetura, Professora e Investigadora, com vários artigos científicos publicados, falou sobre o seu percurso, sobre economia e gestão do património histórico e cultural, sobre o Convento de Cristo e o Castelo Templário e sobre os recentes investimentos anunciados para este complexo no âmbito do PRR.

– Começando por saber um pouco de si, quem é a Andreia Galvão e como é que gosta de ser vista?

Eu gosto de ser vista como sou, com todos os defeitos e qualidades que as pessoas possam ter, mas gostava que um dia se recordassem de mim como uma pessoa transparente, verdadeira e fiel aos meus princípios e de quem trabalha comigo, da minha equipa, e uma pessoa que gosta de ajudar o próximo.

– Natural de Lisboa, como foi a sua infância?

A minha história com o património começa muito cedo, porque é uma história também de família, de vocação. A figura do meu pai marcou-me muito. O meu pai era um investigador, era pintor, mas depois enveredou pela investigação e foi, de facto, uma pessoa que deixou uma marca na investigação da Arte e na Arquitetura em Portugal. Eu sou de Lisboa, mas fui numa ceirazinha para Mafra, direta para o Convento de Mafra porque o meu pai era o diretor do Convento, na data em que eu nasci, em 1960, e, portanto, em Mafra vivi até aos cinco anos, dentro do Convento, onde andei de trotinete, onde vivia, porque, na altura, os diretores viviam na chamada casa de comodato e eu movimentava-me por ali, naqueles espaços gigantescos, ia até ao escritório do meu pai e tudo aquilo ficou na minha memória, todo aquele espaço e toda aquela vivência. Lembro-me de ir tocar os carrilhões de Mafra com um senhor que, na altura, ia lá e punha-me ao colo e eu achava imensa piada àquilo. Fazia corridas com o meu pai por aquelas escadas acima até à torre sineira. A memória que eu tenho é sempre do meu pai a trabalhar, a investigar. Ele trabalhou muito ali, até pintou um teto em Mafra, o teto da Sala de Caça, eram coisas que se faziam na época.

– Esteve em Mafra até aos cinco anos e depois?

Entrei na escola primária já na Ajuda, quando o meu pai foi diretor do Palácio da Ajuda, onde também vivi. Eu era muito mexida e andava sempre a contar histórias às senhoras que estavam lá a lavar as loiças do Palácio. Um dia elas disseram-me que sabiam que eu estava a inventar histórias, mas que gostavam de me ouvir. Eu tinha muita criatividade. Houve um momento que me marcou muito que foi o incêndio na galeria onde estavam os coches. Já há algum tempo que haviam problemas elétricos, o meu pai fartou-se de chamar a atenção para isso, mas aconteceu. Eu tenho um pavor dos incêndios, de ver a destruição, porque, com 14 anos, presenciei aquele incêndio e, a meio da noite, eu, o meu pai e muitas pessoas fomos retirar os coches e depois também, durante o verão, andei a ajudar a limpar e, por isso, para mim, o fogo é uma coisa que, em termos de património e de segurança, preocupa-me muito. Estou sempre alerta com isso porque nós temos a obrigação de deixar aos nossos netos aquilo que herdámos. (…)

Carlos Gonçalves

Edição impressa: Ana Isabel Felício

Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa de 19 de agosto.

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