fbpx
15.2 C
Tomar

Maria dos Anjos Esperança deixa cargo de coordenadora mas mantém-se na Unidade de Saúde Pública

Relacionadas

Tomar Game Festival traz o mundo dos videojogos a Tomar

O Complexo Cultural da Levada vai ser palco, entre 27 e 29 de janeiro, do Tomar Game...

TomarIniciativas anuncia programa do Carnaval 2023

A TomarIniciativas já divulgou o programa do Carnaval 2023 em Tomar, evento que decorre entre 17 e...

Câmara perde vários recursos no processo judicial que envolve o edifício do antigo SMAS

Questionada pelo vereador Tiago Carrão (PSD), na reunião de câmara, na segunda feira, sobre a possibilidade de...

Torres Novas: dois detidos por caça em área de proteção

O Comando Territorial de Santarém, através do Núcleo da Proteção Ambiental (NPA) de Torres Novas, deteve, no...

Nova Nut2 da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste aprovada em Bruxelas

A Comissão Europeia aprovou a constituição de uma nova NUT2 que vai unir Médio Tejo, Lezíria do Tejo...
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

A, até agora, coordenadora da Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo, Maria dos Anjos Esperança, pediu para deixar o cargo de coordenadora desta unidade, cargo que é, desde o dia 1 de julho, ocupado pelo médico José Cunha. O Jornal/Rádio Cidade de Tomar falou com Maria dos Anjos Esperança sobre esta alteração e sobre estes dois anos intensos de pandemia.

Cidade Tomar – Qual a razão para deixar o cargo que tem ocupado na Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo?

Maria dos Anjos Esperança – Já são quase 43 anos de serviço e os últimos dois anos foram muito pesados, por isso estou a pensar, quando chegar o fim do ano, pedir a minha aposentação. Tenho feito tudo aquilo que eu penso que deveria fazer para que a Unidade de Saúde Pública fique em muito boas mãos e que chegue a altura de eu descansar.

– Sente-se cansada?

Nesta altura sinto-me um bocadinho cansada, naturalmente que todos nos sentimos um bocadinho cansados, sobretudo depois de dois anos que tivemos. Mas não é o meu cansaço que justifica que esteja a pensar pedir a minha aposentação, é que eu fui avó há pouco tempo, há dois meses e meio, e quero viver o meu papel de avó, quero estar disponível para poder ir ver a minha neta, que vive em Lisboa, quando eu quiser. É um amor diferente, fui mãe só uma vez, mas de um neto é diferente, são coisas que eu quero viver muito.

– Falou dos dois anos intensos que todos vivemos, foi algo que não passou pela cabeça de ninguém vivermos uma pandemia?

Não, nunca passou pela cabeça de ninguém. Eu lembro-me quando andava a tirar a especialidade, quando entrei em 1985, nós estudámos o que se deveria fazer em caso de pandemia e nunca me esquece de uma história de um inglês por causa de uma água que tinha provocado uma doença a muita gente, uma febre tifoide, e nós estudámos sobre quem foram as pessoas, onde é que consumiram a água, há quanto tempo consumiram, com quem estiveram, quem eram as pessoas que usufruíam daquela água, mas a teoria é muito diferente da prática e por muito que se estude nos livros o que é que se deve fazer numa situação destas, na prática é completamente diferente. E, sobretudo, esta pandemia que começou a atingir a nossa população mais idosa, sobretudo população que estava confinada em certos locais, começou a preocupar-nos muito. Felizmente a Unidade de Saúde Pública do Médio Tejo tem profissionais de excelência e todos, desde os assistentes técnicos, aos enfermeiros, às técnicas superiores de diagnóstico e terapêutica, os técnicos de saúde ambiental, como os meus colegas, todos nos dedicámos a cem por cento a esta situação e que, penso eu, conseguimos resolver, até porque nós não trabalhamos num só concelho. Quando a pandemia começou éramos cinco médicos e é o que temos agora e temos onze concelhos e, portanto, nós tínhamos que nos desdobrar, temos profissionais da Unidade de Saúde Pública em todos os concelhos e, portanto, o apoio que tivemos deles todos, foi um apoio sem o qual nós nuca conseguiríamos levar a bom porto a nossa missão de agentes de saúde pública. (…)

Ana Isabel Felício/José António

Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa de 22 de julho.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

- Advertisement -

Últimas

Tomar Game Festival traz o mundo dos videojogos a Tomar

O Complexo Cultural da Levada vai ser palco, entre 27 e 29 de janeiro, do Tomar Game...

TomarIniciativas anuncia programa do Carnaval 2023

A TomarIniciativas já divulgou o programa do Carnaval 2023 em Tomar, evento que decorre entre 17 e...

Câmara perde vários recursos no processo judicial que envolve o edifício do antigo SMAS

Questionada pelo vereador Tiago Carrão (PSD), na reunião de câmara, na segunda feira, sobre a possibilidade de desistir do processo judicial que...

Torres Novas: dois detidos por caça em área de proteção

O Comando Territorial de Santarém, através do Núcleo da Proteção Ambiental (NPA) de Torres Novas, deteve, no dia 22 de janeiro, dois...

Nova Nut2 da Lezíria do Tejo, Médio Tejo e Oeste aprovada em Bruxelas

A Comissão Europeia aprovou a constituição de uma nova NUT2 que vai unir Médio Tejo, Lezíria do Tejo e Oeste.

Encontro Nacional LEADER 2023 com lançamento do Plano Nacional da Alimentação equilibrada e sustentável

Teve lugar, entre 10 e 12 de janeiro, em Arouca, o Encontro Nacional LEADER 2023. A iniciativa foi...
- Advertisement -

Mais notícias

- Advertisement -