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Helena Gaspar Pereira e a arte de reciclar sem stress

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Nasceu em Tomar em 1976. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social do IP Lisboa. É jornalista desde 2005, sempre na imprensa regional. Mãe de uma menina, a escrita e as viagens são as suas outras grandes paixões.

Do velho se faz o novo e com arte. É esta a premissa do trabalho que a artesã tomarense Helena Gaspar Pereira faz com o seu projeto “Reciclar sem stress”, um interessante conceito onde, a partir de materiais que tinham como destino o lixo, se criam originais peças decorativas, acessórios e bijuteria e até carteiras e outros objetos mais utilitários. Fomos conhecer melhor o rosto por trás destas mãos talentosas.

Cidade de Tomar – Como é que surgiu o Projeto “Reciclar sem stress” na sua vida?

Helena Gaspar Pereira – O “Reciclar em Stress” começou como uma terapia, fora do meu trabalho, uma vez que senti necessidade de arranjar estratégias para tirar aquele stress do dia a dia, daí o próprio nome “Reciclar sem Stress”. Começou há 8 anos, altura em que tive um esgotamento grande e houve necessidade de arranjar algo que me ajudasse a ultrapassar aquele mau momento. Como sempre gostei muito de trabalhos manuais e, na altura, tinha os meus filhos pequenos e na escola já se incute muito o espírito da reciclagem e, não sei porquê, mas comecei a olhar para o que deitamos fora e a pensar: será que isto daria para fazer alguma coisa gira?

E foi à busca…
Sim, hoje em dia temos as redes sociais, o Youtube e lembrei-me de começar por aí. E depois comecei a ver o que podia fazer, a querer aprimorar o que via fazer e isto depois começa a tornar-se viciante.

Sempre teve jeito para os trabalhos manuais, para as artes?
Sim, a minha profissão é muito manual, profissionalmente sou cabeleireira. Tive uma formadora que me dizia: todas as cabeleireiras têm uma outra arte na mão, ou pintura, bordados, independentemente do que seja é com mãos… daí eu gostar
muito de trabalhos manuais. Eu tive que passar por aquela fase menos, aos 39 anos, naquela idade marcante. Eu acredito que nada acontece por acaso, tudo tem um propósito muito grande e quanto mais tempo passa, mas eu vejo que esse propósito já cá andava há muito tempo.

Descobriu uma vocação…
Eu costumo dizer que isto não é só uma peça de artesanato, uma peça de reciclagem. Isto agrega tanto valor. Porque é o conceito, é o amor, é a dedicação que colocamos naquilo que estamos a fazer. Além de ser a terapia que estou a fazer, porque enquanto estou aqui esqueço o resto dos problemas do mundo, também quero gosto de provar que com o dito “lixo” se conseguem fazer peças lindas, úteis, originais e que se formos a ver nada é lixo porque nas mãos certas pode-se transformar em peças muito bonitas.

– Leia a entrevista completa na edição que vai para as bancas a 23 de dezembro

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