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Ferreira do Zêzere: Chãos recebe primeira Feira de Artesanato, Artes, Produtos Caseiros, Velharias e Reciclados

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A Junta de Freguesia de Chãos promoveu um novo tipo de mercado em Chãos, no domingo, 21 de novembro. Foi primeira vez que a Junta de Freguesia de Chãos organizou este mercado onde se pode vender e comprar todo o tipo de coisas feitas à mão, caseiras e de segunda mão. 

O evento aconteceu juntamente com o mercado normal de Chãos e teve a animação do Rancho do Bêco. Para a primeira edição, pode dizer-se que foram mais os vendedores que os compradores e depressa esgotou o espaço disponível e gratuito para a montagem das barraquinhas e exposição.

Edmundo Freitas, o presidente da junta, garantiu, no entanto, que o evento no seu máximo pico teve cerca de 150 a 200 pessoas, já que o recinto é largo e promete que esta feira vai continuar todos os meses sempre no terceiro domingo do mês. 

Na visita efetuada deu para perceber o potencial dos expositores e a sua internacionalização. A língua oficial não era o português, mas sim o inglês e o francês e sentiu-se a força da presença da comunidade estrangeira residente neste e noutros concelhos.

Assim desde a Quinta dos Templários, cujos proprietários residentes no Pereiro, são do Uruguai, do Bêco havia naturais da Holanda, dos Chãos (Cumes), naturais da Bélgica, franceses da Linhaceira e Árgea, Torres Novas, da Freixianda naturais da Holanda, bem como ingleses, alemães. Alguns com alguma dificuldade na língua portuguesa, cujo ensino em Tomar, parou devido à pandemia, outros dominando quanto baste o idioma de Camões, mas todos, todos dando graças por este país que os acolheu, pelo sol maravilhoso, pela gente acolhedora, pela qualidade de vida, pela gastronomia, custo de vida e os nossos vinhos. É reconfortante, ouvir de quem nasceu, viveu, estudou e fez a sua vida noutros países tecerem rasgados elogios a Portugal, às nossas aldeias, ao nosso povo. Dedicam-se ao artesanato, agricultura e este é um hobby, pois as suas reformas certamente lhes permitem ter uma vida não dependente de feiras e mercados, mas veem nos mercados uma forma de mostrarem as suas artes e aptidões. Estes “novos povoadores” têm sido a tábua de salvação para a venda e recuperação de muita casa velha e as autarquias devem, sem demora, criar departamentos que os facilitem nas licenças e na nossa burocracia e ter um trabalho de reintegração destas comunidades, com cursos gratuitos de português.

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