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Fátima Garcia: “Fui eu que escolhi o fado ou foi o fado que me escolheu a mim”

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Ana Isabel Felício
Ana Isabel Felício
Comecei a trabalhar no Jornal Cidade de Tomar em 1999. Já lá vão uns anitos. Depois de sair da Universidade e de todas as dúvidas e dificuldades que surgem, foi-se construindo um caminho de experiência, com muitas situações, muitas pessoas, muitas aventuras e, claro, muito trabalho. Ao fim de todos estes anos, apesar de todos os percalços que a vida nos vai dando, cá estou, todos os dias a fazer o meu trabalho o melhor que sei, aprendendo com os que me rodeiam e também ensinando alguma coisa.

Com raízes na Linhaceira, a fadista Fátima Garcia, 39 anos, a viver atualmente em Lisboa, apresentou o seu segundo CD, intitulado “Prece”, no passado dia 22 de setembro, na Gala do Fado, no Cine Teatro Paraíso, organizada pelos Amigos do Fado. Este trabalho e a sua paixão pelo fado foram os temas de conversa com a Rádio Cidade de Tomar.

RCT – A Fátima Garcia é tomarense, nasceu onde?

Fátima Garcia – Eu nasci em França, os meus pais eram emigrantes e eu nasci lá, mas aos oito anos regressaram a Portugal para a terra do meu pai (Tomar) onde vivi toda a minha infância. Aos 18 anos fui embora para estudar Sociologia, curso que apesar de ter não exerço. Quando terminei o curso fui para Lisboa, onde estou até hoje.

– Como surgiu o fado?

Eu sempre cantei em miúda, mas não fado e nunca quis ser cantora porque era envergonhada, apesar de as pessoas me dizerem que eu devia ser porque cantava bem. O que eu conhecia do fado era de ouvir a minha mãe a cantar lá por casa, mas quando cheguei a Lisboa, comecei a ter mais contato com o fado através das casas de fado. Fui eu que escolhi o fado, ou foi o fado que me escolheu a mim.

– Não exerce o curso de Sociologia, então vive do fado?

Sim, mas não só. Trabalho nalgumas casas de fado em Lisboa, exemplo da “Severa” e tenho uma empresa de Origami, através da qual trabalho para empresas, faço workshops, trabalho a nível de decoração de restauração, entre outros.

José António – Edição impressa: Ana I. Felício

Uma entrevista para ler na íntegra na edição impressa de 15 de outubro.

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