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Francisco Galvão, proprietário do restaurante "O Nabão"
Restaurantes com trimestre de grande crise
Redação | 2003-04-23 00:04:34
  • Desde Janeiro, os restaurantes de classe média terão reduzido a 50% o seu movimento.
    O mês de Abril ainda é pior.
    Leia um excerto da entrevista com Francisco Galvão proprietário do Restaurante "O Nabão", que pode encontrar na íntegra na edição impressa do jornal.
Cidade de Tomar - É uma realidade a crise no sector da restauração em Tomar?
Francisco Galvão - No que se refere à situação no meu restaurante e pelos contactos estabelecidos com os meus colegas do sector, podemos falar numa quebra de 50% no movimento desde de Janeiro e o mês de Abril ainda tem sido pior. Podemos dizer que a crise está generalizada, há também muito menos estrangeiros, caso dos franceses que vinham muito a este restaurante.
CT - Na sua opinião, quais as causas da crise?
FG - É minha convicção que o estado de espírito tem agravado muito a crise. Dou o exemplo concreto das televisões que estão constantemente a emitir mensagens negativas do país. Este constante denegrir da nossa economia exerce uma grande influência nas pessoas. A maioria dos portugueses continua com os mesmos vencimentos, as mesmas pensões, o mesmo dinheiro. Há uma grande retracção nas despesas porque as televisões incutiram essa contenção na cabeça das pessoas.
CT - Quais os sectores mais afectados?
FG - No caso da restauração, tanto quanto me apercebo e ressalta nos resultados, o sector mais afectado são os restaurantes como o meu, “O Nabão”, essencialmente vocacionados para um nível médio de clientes. Os restaurantes da média alta eventualmente não manifestam tantas dificuldades, assim como os da média baixa. Repare-se que acontece o mesmo com a venda de automóveis em que os topo de gama continuam com o mesmo nível de vendas, o que não acontece com os de nível médio. Podemos assim deduzir que a crise está essencialmente a incidir sobre a classe média, certamente a mais influenciável às notícias e ao que, reafirmo, as televisões incutem.

Leia a entrevista na íntegra na edição do jornal desta semana



Leia mais na edição impressa do jornal.








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