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Ao fim de dezasseis anos de presidência da direcção Fernando Nunes bate com a porta
António Freitas | 2016-09-06 11:09:52
Presidente da Assembleia Geral do CR C Alviobeira – Carlos Alberto Silva e tesoureiro José Ribeiro da Costa
  • Como foi tornado público o edifício do Centro Recreativo de Alviobeira necessita de grandes obras de mudança do telhado, que ainda é em placas de fibrocimento bem como de pintura geral do edifício. Obras que orçados rondarão os 25 mil euros.
Dado os recursos financeiros, existentes e, dado mais de 50% dos associados estarem com quotas em atraso, os fundos existentes são para mera manutenção do edifício como água, luz e IMI que não é tão pouco como isso.

Daí, terem pensado em concessionar o bar, e essa pretensão foi devidamente autorizada e aprovada numa recente Assembleia Geral. Porém para além dos membros da direcção, só o presidente – Fernando Nunes e o tesoureiro José Ribeiro da Costa e mais um ou outro, bem como o presidente da Assembleia Geral- Carlos Silva, e mais um ou outro membro; verem que esta seria a melhor solução de rentabilização do espaço, aliado a dar vida a esta edifício, foram publicados os avisos do concurso de alugar o espaço. Só concorreu, um interessado, neste caso quem tem gerido o café da Amizade na Rua da Igreja em Alviobeira e o valor apresentado foi pretexto para que os que não aceitam o arrendamento do bar, ser considerado baixo demais, e oporem-se (em maioria dos membros da direcção) que o arrendamento fosse feito.

Fernando Nunes bate com a porta e entrega as chaves

Fernando Nunes, presidente eleito e em exercício, vendo que a direcção estava contra o que uma Assembleia geral aprovou e sabendo que o valor pode ser baixo, mas é melhor que não ter rentabilidade alguma, ou mesmo prejuízo mensal, só por a porta ser aberta um ou dois dias por semana, decidiu bater com a porta e deixar a direcção, que ficou entregue ao vice-presidente Albino Alcobia.

Registe-se que quem iria explorar o bar e servir refeições teria que fazer avultados investimentos e como garantia desses investimentos, cujo retorno é uma incógnita, pedia um contrato de arrendamento de cinco anos. As acessibilidades deste edifício ao 1º andar, são muito más e o espaço envolvente para aparcar viaturas quase que inexistente Contactado o presidente da Assembleia Geral – Carlos Silva, o mesmo irá analisar uma solução e cabe-lhe agora convocar eleições antecipadas, já que o mandato desta direcção ainda iria durar mais um ano e meio. Fernando Nunes refere que segundo os estatutos, com sua demissão, tem que haver eleições antecipadas e eleger nova direcção e que esta direcção e Assembleia geral que ficou, só tem legitimidade para gerir o Centro até nova direcção tomar posse.

Numa altura em que terminaram de realizar a festa de Alviobeira de 2016 e com êxito, já que o objectivo foi conseguido e terem um lucro provável de 7 mil euros, (dos quais vão dar a percentagem exigida para o Conselho Pastoral e gestão da Igreja- dado a festa ter sido religiosa e que rondará os mil euros) e que, somado ao saldo que tem em caixa rondará os 9 mil, muito aquém ainda, do que se necessita para as obras, é uma pena, não remarem para o mesmo lado.

Fernando Nunes lamenta que não se pense em termos futuros de rentabilizar um espaço, dar-lhe mais vida, não deixando o mesmo de ter garantida as suas funções de fazer almoços convívios, bailes, animação do rancho, ensaios e festival de folclore, e actuações o Grupo Pedra e Cal, entre outras, já que o arrendamento em nada prejudica o espaço e funcionamento de um edifício daquela envergadura e que, estando aberto todos os dias com bar/restaurante concessionado é bom para Alviobeira e, refere, que a sua decisão é irrevogável já que nos 16 anos de mandato de presidente da junta tentou iniciar o funcionamento e constituição de uma IPSS com a valência de Centro de Dia, sugerindo na altura que a direção alterasse os estatutos e, logo forças de bloqueio vieram travar a decisão e que agora, sabendo que o futuro destas instituições passa pela iniciativa privada e rentabilização do espaço, as mesmas e outras “forças de bloqueio” não acatem deliberações de uma Assembleia geral e que impeçam o arrendamento.

Mantem-se por enquanto em funções todos os restantes membros da direcção, incluindo o tesoureiro José Ribeiro da Costa, um dos que defende o arrendamento do bar/restaurante; cabe agora a Assembleia Geral tomar a decisão de convocar ou não eleições e dar uma resposta aos sócios, mas aos sócios que pagam as suas quotas pois só esses tem os seus direitos assegurados!














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