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“A vice presidência é apenas um título... os pelouros é que dão trabalho"
Redação | 2016-04-21 16:36:52
Hugo Cristóvão em entrevista ao Cidade de Tomar
  • Com dois dos pelouros mais polémicos, a Educação e Ação Social, além de outros, o atual vice presidente da Câmara de Tomar, Hugo Cristóvão, em entrevista ao Jornal e Rádio “Cidade de Tomar” destaca o trabalho desenvolvido nestas áreas, nomeadamente o inevitável encerramento de escolas e o processo de realojamento de famílias, no âmbito da habitação social, referindo que a vice presidência é apenas um título.
Cidade de Tomar (CT) - Recentemente passou do terceiro elemento do Partido Socialista a vice presidente. Como é que se chega a esse estado de coisas no Município de Tomar?

Hugo Cristóvão (HC) – Acontece num município como de Tomar ou noutro qualquer. Neste mandato já aconteceu em muitos municípios. São circunstâncias naturais. Quando a presidente me disse que estava a pensar nisso, eu disse-lhe que não havia grande necessidade de o fazer, mas era uma decisão sua. Para mim a vice presidência é como ter um pin na lapela, não significa mais nada, não me aquece nem me arrefece.

CT – Não lhe acrescentou mais trabalho?

HC – Acrescentou, de facto, mas isso não foi pela questão da vice presidência, foi porque na mesma altura recebi mais pelouros. Os pelouros sim dão trabalho, a vice presidência é apenas um título. Nas ausências da presidente há mais documentos para assinar, mais agenda ainda, porque a minha já costuma ser muito preenchida, nomeadamente aos fins de semana.

CT – Mas estas alterações aconteceram porque os elementos que compõem o executivo fizeram por isso ou foram agentes e fatores externos que levaram a estas transformações?

HC – É óbvio que existiram questões. Nós somos uma equipa, mas alguns não nos conhecíamos, outros sim, no entanto, uma coisa é conhecermo-nos, outra é passarmos a trabalhar em conjunto todos os dias em contextos, por vezes, complicados. De facto existiram questões, mas tudo isso está ultrapassado. Claro que isso por vezes pode criar algumas tensões e há personalidades mais compatíveis, outras menos compatíveis.

CT – Não é uma questão de competência, é uma questão de como se está e como se trabalha em equipa?

HC – Sim de facto, por onde vamos passando e trabalhando temos mais afinidades com uns do que com outros. Isto para dizer que não vale a pena esconder que existiram questões, senão não havia necessidade de alterar nada, mas tudo isso está ultrapassado.

- Leia a entrevista na íntegra na edição impressa que foi esta quinta-feira para as bancas














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