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Bancada do PSD ausenta-se da sala no momento de votar orçamento
ELSA RIBEIRO GONCALVES | 2015-11-28 21:03:47
Bancada do PSD ficou vazia na hora de votar o orçamento
  • Eleitos sociais-democratas recusaram votar orçamento na presença do chefe de gabinete da presidente da câmara, Luis Ferreira, que também é eleito deste órgão pelo PS
Ninguém estava à espera mas aconteceu. Após uma larga discussão sobre o orçamento da Câmara para 2016 - no valor de 37 milhões de euros - os eleitos da bancada do PSD na Assembleia Municipal de Tomar levantaram-se em bloco, recusando votar o ponto da ordem de trabalhos do Orçamento e das Grandes Opções do Plano.

A situação começou a desenhar-se quando o líder da bancada, José Delgado, explicou que abandonavam a sala se o presidente da mesa, José Pereira, não esclarecesse se era possível Luís Ferreira acumular a função de eleito com os cargos de chefe de gabinete da presidente da câmara.

Caso não o fizesse, avisou, a bancada ausentava-se da votação deste ponto. “Onde está a ética? O senhor veste e despe casacos consoante lhe convém. As intervenções que faz na assembleia municipal são como deputado municipal ou chefe de gabinete?", questionou. Para José Delgado, não faz sentido Luis Ferreira fazer intervenções sobre o orçamento, num órgão que fiscaliza a câmara municipal.

O presidente da Assembleia Municipal de Tomar, José Pereira, respondeu que não podia deliberar sozinho se os elementos que estão no gabinete da presidência podem ou não participar na votação dos assuntos da assembleia municipal.

“Não consegui convocar atempadamente os outros elementos da mesa assembleia para discutirmos essa situação mas também não prometi que seria nesta reunião que daria uma resposta”, disse. Argumentos que não convenceram os eleitos do PSD. O orçamento acabou por ser aprovado com poucos eleitos na sala.

Na mesma sessão foi também aprovado o Mapa de Pessoal para 2016,
















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