RSS  Facebook  Twitter  Farmácia de Serviço: -
Pesquisar    

 

Grupo de peritos propõe encerramento da urgência do Hospital de Tomar
Foto ilustrativa
  • Grupo de peritos propõe que em vez dos actuais 83 serviços de urgência, fiquem apenas 73. É ainda admitido o agravamento das taxas para moderar as idas às urgências.
2012-07-18 06:53:18
A notícia é destaque no site da Rádio Renanscença:

Há uma série de hospitais que tinham urgências básicas e que podem ficar sem nada. São os casos de Oliveira de Azeméis, Valongo, Fafe, Serpa, Lagos, Loulé, Montemor-o-Novo, Montijo, Peniche e Tomar.

Em vez dos actuais 83 serviços de urgência, o grupo de peritos sugere que fiquem 73 e garante que a esmagadora maioria da população fica a menos de uma hora de um dos pontos da rede.

Por outro lado, há casos em que a comissão não propõe encerramentos, mas sim desclassificações, como é o caso da urgência do Garcia de Orta. Em vez de uma urgência polivalente (a mais completa), é proposto que o hospital de Almada fique apenas com uma urgência médico-cirúrgica (o Governo garante que não o vai fazer). O mesmo acontece com o Hospital dos Covões, em Coimbra, com o Hospital de Évora e com o Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho.

OS 3 TIPOS DE URGÊNCIA:

SERVIÇO DE URGÊNCIA POLIVALENTE: É o serviço mais completo e diferenciado na resposta às situações de urgência e de emergência.
SERVIÇO DE URGÊNCIA MÉDICO-CIRÚRGICO: É o segundo serviço mais completo dos três.
SERVIÇO DE URGÊNCIA BÁSICO: Tal como o nome pressupõe, é o serviço mais básico dos três e responde às situações mais simples e mais comuns. Mais despromoções: são cinco os hospitais que podem perder a urgência médico-cirúrgica para ficarem apenas com urgência básica - Torres Vedras, Figueira da Foz, Centro Hospitalar da Póvoa de Varzim, Mirandela e Chaves.

Contactado pela Renascença, o gabinete de Paulo Macedo afirma que, em última instância, até pode não aplicar qualquer das recomendações do grupo de trabalho. A partir de agora, refere ainda o gabinete do ministro, esta proposta vai ser amplamente discutida, nomeadamente nas administrações regionais de saúde, e o Ministério "está aberto a contributos vários".

Já o secretário de Estado adjunto da Saúde garante que serão aplicadas as propostas necessárias até ao final deste ano, mas não concretiza o que será, de facto, concretizado.

A nível das urgências mais diferenciadas, a proposta prevê algumas "promoções". Aliás, há um aumento de oito para dez urgências polivalentes (as mais completas) em todo o país: Vila Real, Viseu e Faro conquistam serviços com maior capacidade, o que, segundo a comissão, vai aliviar a sobrecarga dos centros de Lisboa, Porto e Coimbra.

A ideia é Vila Real passar a assumir-se como pólo de tratamento definitivo dos doentes urgentes de Trás-os-Montes, Viseu das Beiras Alta e Baixa e Faro do Algarve e Baixo Alentejo.

No relatório, o grupo de peritos, liderado pelo médico Artur Paiva, defende que, de acordo com esta proposta, 99,9% da população portuguesa fica a menos de 60 minutos de uma urgência e que 94,9% fica a menos de meia hora.

Agravamento de taxas para moderar as idas às urgências

A comissão chegou à conclusão que quase metade dos casos atendidos nos serviços de urgência não são verdadeiras urgências. Para o grupo de peritos, a situação actual é de excesso de oferta e exige a uma melhor coordenação com os cuidados de saúde primários.

Para isso, é considerado fundamental introduzir a triagem telefónica e incentivar a utilização deste tipo de sistema, por exemplo através da redução das taxas moderadoras para os utentes que ligam primeiro para a linha de saúde 24.

Outra proposta que é feita para reduzir a procura é a identificação dos utentes que procuram de forma recorrente os serviços de urgência. Neste caso, o relatório admite a hipótese de agravar as taxas moderadoras.

Também para reduzir a procura, a comissão defende que os centros de saúde têm de dar resposta às situação agudas, mas não urgentes, criando horários de atendimento para consultas não programadas.

O grupo de peritos afirma que devem ser criados indicadores nos centros de saúde associados a metas para reduzir a procura das urgências no hospital de referência.

Outra questão abordada tem que ver com as equipas que trabalham nas urgências dos hospitais. O relatório admite que os profissionais estão desmotivados e sugere que seja adoptado o modelo de equipas dedicadas à urgência, ou seja, médicos que trabalham apenas na urgência.

Mais uma vez, os tarefeiros voltam a dar que falar. O grupo de peritos defende que, neste modelo, não cabem os meéicos contratados através de empresas externas.



Leia mais na edição impressa do jornal.

Comentários