Jornal Cidade de Tomar

Peregrinos relatam transformação que sentem após percorrer o caminho de Santiago

“Nunca pares”. Assim se intitula a obra de Emanuel Mendes, piloto de linha aérea, dedicada aos caminhos de Santiago e também de Fátima, e que foi apresentada na sexta-feira, 19 de novembro, na sala multiusos do Convento de Cristo, em Tomar.

O escritor Nuno Garcia Lopes fez a apresentação do autor que descreveu como um viajante que é fã dos caminhos de peregrinação, sendo que Tomar é referenciado por várias vezes neste livro, seja no início, no meio ou no fim. Emanuel Mendes reconheceu que este livro foi “um parto difícil” devido à pandemia e começou por fazer a referência ao título do livro “Nunca pares” explicando que é o “nunca pares de ter um objectivo, de querer realizar algo” e que foi isso que os caminhos acabaram por lhe ensinar. Conta que os caminhos surgiram na sua vida quando estava à porta da igreja de Santiago em Lisboa e viu uma placa onde estava uma frase que indicava o caminho e, num período de maior instabilidade profissional, sentiu que era um sinal do Universo para ir fazer o caminho. “Vou para casa e começo a pesquisar tudo sobre o caminho de Santiago e a descobrir a simbologia do caminho como, por exemplo, a origem da seta amarela”, exemplificou, acrescentando que há um capítulo do livro dedicado à simbologia.

Obra sobre caminhos de Santiago foi apresentada no Convento de Cristo, em Tomar

Ana Soares, representante do Município de Tomar, referiu que o município se associou, desse o início, à proposta do autor. “Para a Câmara de Tomar, o caminho de Santiago é um elemento fulcral, sendo um dos vetores e fatores de projeção do município. O facto de estarmos no caminho central português e de pertencermos à Direção da Federação Portuguesa dos Caminhos de Santiago e toda esta dinâmica em torno do caminho para o município diz muito”, realçou, acrescentando que para além da sua dimensão de caminho de peregrinação, seja um objeto de turistificação.

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