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Despoluição do Rio Nabão: 22 milhões para reabilitar ETAR’S correspondiam a um acréscimo da factura de 25 euros mensais durante 1 ano a cada cliente da Tejo Ambiente

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Nasceu em Tomar em 1976. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social do IP Lisboa. É jornalista desde 2005, sempre na imprensa regional. Mãe de uma menina, a escrita e as viagens são as suas outras grandes paixões.

Sempre que chove  muito o rio Nabão apresenta-se com espuma e numa cor negra, que revela despejos. As águas da chuva fazem aumentar o caudal do rio que chega a duas ETAR’S pelo que estas estruturas acabam por drenar parte desse efluente não tratado na bacia hidiográfica do Nabão. De acordo com o diretor da Tejo Ambiente, a lei permite-o. “As ETAR’S precisam de ser requalificadas, tal como os emissários para evitar que as águas pluviais entrem nas ETAR’S colocando em causa a sua capacidade de tratamento”, disse José Santos. Para estas obras, a Tejo Ambiente diz precisar de 22 milhões de euros, cujo financiamento está agora a ser colocado no Plano de Recuperação e Resiliência. Há esperança nesta fonte de financiamento mas ainda não está garantido. 


Em entrevista ao Jornal e Rádio “Cidade de Tomar”, José Santos, director da Tejo Ambiente, explicou que tanto a ETAR de Seiça como uma outra situada junto ao Agroal, já no concelho de Ourém, estão licenciadas para drenar o seu efluente tratado no rio Nabão, ou seja, as águas já tratadas. “É preciso esclarecer que a Tejo Ambiente tem presente aquilo que é necessário fazer para que a nossa contribuição seja a menor possível para estes episódios. Em julho de 2020, o Conselho de Administração da Tejo Ambiente solicitou uma reunião no Ministério do Ambiente para sensibilizarmos o Sr. Ministro relativamente aquilo que eram as necessidades da Tejo Ambiente para corrigirem as infraestruturas que gerimos”, disse. Nessa reunião foi mostrada a preocupação e foi provado que eram necessários cerca de 22 milhões de euros para corrigir as infraestruturas.


José  Santos diz que a Tejo Ambiente sabe qual é a nossa contribuição e o que temos de fazer mas recusam, literalmente, ser o únicos responsáveis pela situação. “Se as ETAR’s, de que estamos a falar, fossem as únicas responsáveis por esta evidência também no curso do rio junto ao Agroal  teríamos o mesmo aspeto do troço do rio que atravessa a cidade de Tomar”, salientou. José Santos refere que “somos responsáveis pela contribuição desta situação mas de longe seremos a única e a mais contributiva porque se assim fosse a praia do Agroal teria o mesmo nível de espuma do que o troço do rio da cidade”, o que não sucede.
Em relação aos 22 milhões de euros, o diretor da Tejo Ambiente explica  o que é que iria implicar, se não existirem as ajudas comunitárias para reabilitar estas infra-estruturas.

“Estes 22 milhões de euros correspondem a que seja necessário emitir uma fatura, a cada cliente da Tejo Ambiente, de cerca de 25 euros mensais durante 12 meses para ir buscar 22 milhões para reabilitar. Se hoje, a fatura média da Tejo Ambiente a 18 euros mensais, para estes investimentos para além dos 18 euros teríamos que acrescentar 25 euros mensais”, disse. José Santos refere que o Ministro do Ambiente está consciente disto e a Tejo Ambiente também. “Estou bastante esperançado nos fundos comunitários. Temos sinais da probabilidade de vir a haver dinheiro disponível para resolver esta situação embora ainda não haja um sinal da assunção do compromisso. Mal esteja aprovado, lançaremos de imediato os concursos porque os projetos de execução estão feitos. O nosso trabalho de casa está feito”, remata. 

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