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“A maior dificuldade é não cumprimentar, os moçambicanos são pessoas de afectos”

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Elsa Ribeiro Gonçalves
Nasceu em Tomar em 1976. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social do IP Lisboa. É jornalista desde 2005, sempre na imprensa regional. Mãe de uma menina, a escrita e as viagens são as suas outras grandes paixões.

Covid-19: a pandemia vista por tomarenses que vivem além-fronteiras 

Com mais ou menos impacto, o vírus chegou a todos os cantos do mundo. Como tal, procuramos obter um testemunho de um tomarense que esteja a viver fora e que nos descrevesse o ambiente nesse país, em tempo de pandemia. Falámos com Manuel Delgado, Diretor geral na empresa Sociedade Algodoeira do Niassa / JFS em Moçambique.


1- Perante a Pandemia e o seu impacto nesse país, como é o ambiente em geral?
O ambiente é de apreensão. Até à data em que respondo a este inquérito, há somente 17 casos registados e 1 curado. Existe muito pouca informação. O governo decretou uma
série de medidas adequadas à dimensão do País.


2 – As medidas decretadas estão a ser cumpridas pela população?
Moçambique é um país extremamente pobre e maioritariamente agrícola. Algumas medidas, tais como a proibição do transporte público e fecho de bares e mercados informais estão a criar alguma agitação no seio da população. Os sintomas são algo semelhante à Malária e o conselho de não se dirigir aos hospitais pode gerar alguma confusão. O governo está a preparar medidas de prevenção como o uso de máscaras.

3 – Em termos profissionais, está em casa em teletrabalho ou neste momento não está a trabalhar?
Sendo diretor geral tenho que estar presente mas adotámos as medidas de teletrabalho, sobretudo para quem está na informática e tecnologia. Os colaboradores mais antigos
estão em casa a cumprir férias antecipadas e todos os departamentos estão munidos de gel e sabonete e meios para a limpeza das mãos.

4 – Quais as maiores dificuldades?
A maior dificuldade é não cumprimentar, os moçambicanos são pessoas de afectos. Gostam de abraços e de apertos de mão. A distância social e o manter em casa famílias que necessitam de ir a machamba é difícil pois a maioria vive do que vende diariamente.

5 – Como acompanha a situação?
Tenho a família refém dentro de casa. Espreito a janela para ver se não há fila no supermercado e corro para fazer as compras. Já há queixas do aumento dos bens
essenciais. A Teresinha (cadela) anda feliz pois não tem muita gente na rua.

6- Uma mensagem para a família e amigos em Tomar…
Estamos Juntos. Uma expressão que aprendi aqui e que significa que este 2020 difícil será único mas que vamos conseguir ultrapassar. Eu ficarei aqui pois tenho toda uma
campanha algodoeira para fazer e é necessário trabalhar.

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