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João Bruno Videira, o tomarense que cria esculturas em lã

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Elsa Ribeiro Gonçalves
Elsa Ribeiro Gonçalves
Nasceu em Tomar em 1976. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social do IP Lisboa. É jornalista desde 2005, sempre na imprensa regional. Mãe de uma menina, a escrita e as viagens são as suas outras grandes paixões.


João Bruno Videira é um artesão autodidata e designer de móveis desde 2006, quando criou sua primeira marca: água de prata, que reinventa o uso de uma matéria-prima tradicional e de excelência em Portugal, a lã de arraiolos. Formado em Ciências da Comunicação,  trabalhou como jornalista de TV e também teve uma produtora, até encontrar na arte e no design seu novo modo de expressão. Nasceu em 1973. É o primeiro artista residente da Moagem de Tomar e o jornal “Cidade de Tomar foi conhecer melhor a sua arte também divulgada em joaobrunodesign.com.

Como é que o João Bruno surge aqui em Tomar e como artista residente da Moagem?
Eu sou natural de Tomar e resido aqui desde há sete anos. Estive fora algum tempo mas agora estabeleci o meu trabalho aqui. Eu já trabalho nesta área há quase 14 anos. A minha formação é Comunicação Social. Fui jornalista da RTP mas, desde 2006, que comecei a desenvolver trabalho nesta área. Criei este conceito que não existia  lã de arraiolos aplicada a mobiliário. Desenvolvi um conceito que funde arte, design e artesanato numa só nova expressão, criando estas peças de mobiliário com um cunho muito artístico, no fundo, são quase esculturas feitas de lã geralmente feitas à mão. O meu propósito foi sempre poder-me fixar num lugar onde tivesse as condições ideiais para me estabelecer e criar a minha oficina, tal e qual como está neste momento. Ou seja, o meu objetivo passava por ter um espaço aberto ao público que fosse em primeiro lugar uma oficina, ou seja, um local de trabalho mas simultaneamente um espaço de exposição, uma espécie de galeria, onde as pessoas podem vir-me conhecer, vir conhecer o meu trabalho, ver-me trabalhar, interagir comigo, conhecer um pouco a minha história e, principalmente, a forma como as coisas são feitas.

Foi o Bruno que contactou a autarquia para vir trabalhar aqui ao vivo?
Sim, eu contactei a autarquia no sentido de sondar a possibilidade de me puder instalar em algum espaço municipal. Foi nessa sequência que surgiu o convite para integrar este novo projeto, que se trata de instalar oficinas criativas no espaço da Moagem. O espaço que está a ser musealizado será uma das últimas fases do projeto do Complexo Cultural da Levada. Quando o espaço for todo musealizado e aberto ao publico – e abrirá ao publico com oficinas criativas dentro deste espaço – vamos dar vida e acrescentar outro valor à história deste espaço que em tempos foi uma fábrica e que, hoje em dia, poderá a continuar a ser de uma outra forma, neste caso com o complemento das indústrias criativas.

No fundo, este espaço de oficina/atelier passa a ser visitável?
O projeto é esse mesmo, possibilitar a visita do público. Eu sou o rosto deste primeiro passo de transformação do edifício da Moagem num lugar para acolher as indústrias criativas. Ao mesmo tempo todo o espaço da fábrica mantém-se, vai contar a história e vai ser aberto ao publico e as pessoas vão poder conhecer efectivamente tudo o que aqui se passou e o que se vai passar também. Nesta primeira fase, em que o edifício da moagem ainda não está, efetivamente, aberto ao público enquanto museu. Enquanto espaço museológico, as visitas à oficina terão de acontecer por marcação. As pessoas podem contactar-me, solicitam-me uma visita ao espaço, perguntam-me se é possível fazê-lo e terei todo o gosto em abrir a porta e mostrar o meu trabalho e dar a conhecer às pessoas que o queiram visitar.


As peças que nós vemos aqui, são realmente todas elas, peças únicas, acabam por ser arte, mas também têm essa componente funcional. No fundo, o que é que o levou deixar de ser jornalista e entregar-se à arte?
O ter deixado de ser jornalista, foi uma vontade mesmo própria. Já não estava satisfeito com o tipo de trabalho que realizava, neste caso na RTP, já há quase 20 anos. Já passou bastante tempo. E quando deixei a televisão publica, fi-lo para montar o meu próprio projeto de comunicação,  fundei uma produtora de vídeo no Alentejo, que era onde eu trabalhava. Acontece que este projeto da comunicação pessoal foi criado com outros colegas da profissão. As coisas não correram tão bem como tínhamos imaginado e eu acabei por abandonar esse projeto em 2006. Aí sim, depois não tendo trabalho, ao ter deixado a produtora, fiquei sem trabalho. Procurei alguma coisa de diferente, alguma coisa com que me ocupar, uma nova ocupação e foi nessa altura  que este projeto nasceu. Não foi nada pensado, foi como eu costumo dizer “Um feliz acaso”.

  • Leia a entrevista na íntegra na próxima edição semanal

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